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Mães empobrecidas e viúvas pobres: negociando imagens da pobreza nos tribunais de Marselha

Mães empobrecidas e viúvas pobres: negociando imagens da pobreza nos tribunais de Marselha



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Mães empobrecidas e viúvas pobres: negociando imagens da pobreza nos tribunais de Marselha

Por Susan McDonough

Journal of Medieval History, Vol.34: 1 (2008)

Resumo: No início do século XV, no tribunal de primeira instância de Marselha, a esposa de um marinheiro Margarida Gramone processou a propriedade de seu genro para reaver o dinheiro que ela gastou cuidando de sua filha e neta moribundas. Ela justificou sua reclamação sobre o dinheiro argumentando que havia ficado completamente empobrecida com os remédios, médicos e amas de leite de que sua família doente precisava. Ela chamou testemunhas para atestar seu estado de pobreza e elas contaram a história de uma mulher que não conseguia pagar suas contas e dependia da caridade de seus vizinhos. Outras testemunhas no mesmo caso, porém, sugerem que Margarida não era pobre, mas sim uma mulher de posses. Na tentativa de reconciliar essa discrepância, este artigo examinará como os cidadãos legalmente experientes de Marselha negociaram entre pelo menos duas atitudes diferentes em relação aos pobres: uma celebração cristã da caridade e um ceticismo jurídico da palavra de um pobre. Os registros legais da Marselha do final da Idade Média mostram uma atitude multivalente em relação aos pobres. Eles sugerem que os cidadãos da cidade foram capazes de recorrer a diferentes narrativas sobre a pobreza para conquistar o juiz presidente. Ao mesmo tempo, o depoimento de testemunhas sobre os pobres nos lembra que o fardo da caridade nem sempre foi bem recebido pelos cidadãos de Marselha.


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